não, não e não!
foi ao seu encontro. tentou não fazê-lo. enrolou por mais de uma hora, querendo adiar o embate. "não posso ser fraca!", argumentava com ela mesma. mas não conseguiu. ficou por ali, timidamente ensaiando uma aproximação. por minutos esteve parada frente a ele, querendo tocá-lo. "não posso ceder!", pensava. olhava para os lados buscando algo que prendesse mais sua atenção. em vão. chegou mais perto e o tocou. sentiu seu cheiro e pressentiu que iria desobeceder aos seus argumentos. encarou-o e, sem chance de titubear, largou-o. "isto! sem brecha para ‘e se’ ou ‘só hoje’!". com absoluta convicção resolveu, afinal, que ele não poderia ser mais forte que ela. "ele não merece!". trocou-o, então, por um biscoito salgado e um suco light. mas o chocolate, devolvido à prateleira, não há de ficar mal. no sábado, e só no sábado, ele será dela (ou ela, dele já que seria ela o lado a sucumbir), como fazem semanalmente desde que ela entrou na dieta. (desabafo de uma chocólatra. omitimos o nome a pedido da mesma)

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